quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Em alto vento


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Olá, visitante
veja estes sonhos
não têm onde ficar.
agora me olhe e confesse
mesmo que só para meus ouvidos
que nem o mar é tão profundo...
que ele não mata a sede, eu já sei
ele é tão salgado
que meu espírito não consegue sobre ele pairar
espera a noite, veste-se de branco
o vento é gelado e tal umidade o permite vagar.

Ah, por essas correntes
há nossas vozes de crianças
mas é tão escuro
admira-se que resista o medo
que não se nutre sem o que atormentar.

E acima de todas as nuvens
a cada beijo com amor
amanhã, a cada 15 graus
veremos o sol se pôr
infinitas vezes e, antes do sono,
desenharemos nas nuvens com luz.

Eu estou aqui.
Esteja também,
e jamais voltaremos a ficar sós
e nosso coração não morrerá de novo.